Dicas para incentivar as crianças a contarem detalhes do dia a dia na escola

Quatro dicas para os pais e educadores desenvolverem o lado comunicativo dos pequenos

Uma das frustrações mais comuns que os familiares de uma criança experimentam é a falta de detalhes, de como é a rotina escolar. Ouvir nas próprias palavras dos pequenos o que aconteceu na aula, nos intervalos e o que aprenderam de novo é um desafio, principalmente nos primeiros anos do ensino infantil e fundamental.

Para tentar estimular essa conversa saudável sobre os acontecimentos diários, a gestora do ensino infantil do Colégio Positivo Júnior, Marina Arnore explica que a escola é parte fundamental. “É uma construção lenta, que a escola faz com os pais e com a criança”, explica a profissional. “Por isso, reforçar o laço entre essas partes, de maneira natural e positiva, impacta no desenvolvimento, pedagógico, social e emocional das crianças”, explica.

Para ajudar a criar esse hábito, a gestora de rede dá quatro dicas, tanto para os pais como para os educadores, desenvolverem o lado comunicativo dos pequenos. Confira!

Não pressione
Um dos erros mais comuns cometidos pelos pais, é transformar o diálogo em um questionário. “Sempre ouvimos relatos sobre crianças que não contam nada e como os pais se sentem frustrados e acabam fazendo uma série de perguntas. Isso acaba estressando as crianças e elas passam a encarar esse momento com apreensão”, explica Arnore.  “Se a criança está mostrando que não quer falar ou compartilhar aquilo, naquele momento, minha dica é para que os pais respeitem. Aos poucos, com ajuda da família e da escola, elas vão ganhando confiança e segurança para se expressar”, arremata.

Participe 
Quando os pais frequentam a escola e entendem a dinâmica e vivências dos filhos, as conversas surgem naturalmente. “Quando trazemos a família para dentro da escola e envolvemos ao pais nos projetos, conseguimos passar a segurança que todos precisam”, conta a especialista. Nos Colégios Positivo, a família é convidada a participar de exposições, reuniões escolares e periodicamente pode agendar individualmente visitas as salas e interação com todos os alunos da classe. “Assim eles também vivem o que as crianças vivem aqui”, explica.

Souvenir
As tarefas escolares são dispositivos perfeitos para acionar a memória do aluno e servirem de gatilho para o começo de conversas. “Se as crianças investem um tempo cuidando de mudas, costumamos mandar as folhas para o chá, em casa. Se vão até o jardim brincar, podem levar as folhas que encontram”, exemplifica a gestora da rede. “São formas de dar continuidade na atividade e envolver a família nelas”, pontua.

Rodas de conversa
Uma boa prática para educadores é reunir as crianças rotineiramente, em um grande grupo de conversas. No Colégio Positivo, por exemplo, as rodas são feitas diariamente e os estudantes são convidados a compartilhar informações sobre assuntos que estão aprendendo ou vivências que tiveram dentro ou fora de sala. “Isso ajuda muito no desenvolvimento da oralidade e socialização entre a turma. Assim as crianças se sentem mais seguras para falar em frente aos amigos e se expressar dentro de um grande grupo. Consequentemente, isso vira um hábito em casa também”, arremata a profissional.”

voltar ao topo